sábado, 17 de março de 2012

Saindo da informalidade

por Carlos Augusto Martin Pires*


Olá Caro EMPREENDEDOR – Você que já vem “tocando” seu empreendimento há algum tempo, ainda está na informalidade?

Pode parecer uma pergunta estranha, mas essa é a realidade de muitos empreendedores.

É comum identificarmos aqueles que iniciam suas atividades sem formalização e ficam dessa forma por muito tempo. O famoso “para ver se vai dar certo” é compreensível, mas tem consequências sérias, estando sujeita a multas expressivas, que ao final, vão levar o empreendedor e seu empreendimento ao fracasso.

Existem três modalidades de empresas que podem vir a atender a sua necessidade e permitir que seu empreendimento prospere de forma continua e dentro das normas legais:

I - no caso da MICROEMPRESA - ME, você poderá ter um faturamento com receita bruta igual ou inferior ao montante de R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais), no ano do calendário anterior;

II - no caso da EMPRESA DE PEQUENO PORTE – EPP, esse valor se eleva e fica situado entre R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);

III – Caso o seu empreendimento ainda esteja num estágio embrionário, caso daqueles que iniciam empresas partindo de suas atividades pessoais, a opção ideal é efetuar a formalização por meio da MEI - MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL.
O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL normalmente é aquele que atua pessoalmente na atividade: Comerciantes em geral, pequenos fabricantes, prestadores de serviços pessoais e muitas outras.

O limite para enquadramento do MEI foi alterado em 2012, passando a ser admitido como microempreendedor individual aquele que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).

No caso de início de atividades, o limite será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário, considerado as frações de meses como um mês inteiro.

Além de não pagar pela abertura da empresa, o MEI garante ao pequeno empreendedor individual isenção no PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, salário educação, contribuição sindical e contribuição para o sistema S (SESC, SESI, SENAI, etc.).

Também não será cobrado Imposto de Renda, exceto se ocorrerem retiradas sob a forma de pró-labore, incidindo as faixas do IRPF.

O valor máximo de contribuição mensal é de R$ 62,10.
·         11% sobre o salário mínimo para o INSS, hoje R$ 56,10.
·         R$ 5 de ISS (para os prestadores de serviços),
·         R$ 1 de ICMS, para atividades ligadas à indústria e ao comércio.
Ao recolher esses valores o Microempreendedor Individual terá direito a aposentadoria por idade, licença maternidade e auxílio doença. Será dispensado de contabilidade e poderá ter um empregado.
Note que a formalização não tem uma carga de impostos elevada e poderá lhe dar muita tranquilidade para que você se concentre no crescimento do seu empreendimento.
Ficamos a disposição e lhes desejamos sempre, muito sucesso.

*Carlos Augusto Martin Pires é empreendedor, Formado em Economia e Ciências Contábeis pela Universidade Mackenzie. É Professor de Contabilidade e Gestão de Custos e possui vasto conhecimento em Contabilidade Empresarial, Controladoria, Administração Geral e Finanças, além de ampla atuação em Recursos Humanos, Sistemas Integrados e de Tomada de Decisão. Trabalha há 27 anos como Gestor e possui grande vivência em reorganização e melhoria de processos, perseguindo os objetivos planejados e propondo ações corretivas. Detém grande experiência e habilidade para formar, liderar e treinar equipes e é especialista na análise e solução de problemas da gestão empresarial.

www.sejaprofissional.com.br

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Planejando o novo ano

por Carlos Augusto Martin Pires*

Olá Caro EMPREENDEDOR! – Um feliz e promissor 2012 para você!

O novo ano está se iniciando e esta coluna pergunta se você já tem todas as metas traçadas para ampliar o sucesso do seu empreendimento?

É hora de elaborar o planejamento do ano e para isso apresentamos dicas - simples perguntas – que permitem a você montar um Plano de Ação e identificar o resultado esperado para este ano e para os próximos também.

Um empreendimento se inicia com a visão de se perpetuar no tempo.

Um bom Planejamento, a Direção dedicada e competente do “negócio”, a Organização adequada e comprometida e por fim um Controle sério e honesto são os fatores que permitem que os empreendimentos progridam e se mantenham lucrativos.

Responda a estas questões, organize os valores de Entrada e Saída dos recursos - o Fluxo de Caixa e calcule o Resultado esperado. (no artigo anterior enviamos um modelo de Demonstração de Resultados):

1ª ) Onde Estou? ( Qual a sua situação atual )

 Identifique o Saldo em Caixa – Saldo no Banco;
 Quais os compromissos a pagar;
- Volume de Estoques Disponíveis;
- Pedidos de Clientes a Atender.

2ª ) Para onde Vou? ( Compromissos já assumidos e necessidades imediatas )

-  Estou com total domínio das rotinas diárias?
 Os colaboradores estão treinados e conhecem os objetivos a atingir?
 Há comprometimento de todos?
- Preciso tomar alguma medida corretiva imediata?
                               
3ª ) Para onde posso ir? (Quais as novas oportunidades)

- Como posso aumentar minhas vendas?
- Como posso reduzir desperdícios?
- Como posso eliminar gastos que não trazem novas vendas?
- Necessito de mais equipamentos ou funcionários?

4ª ) Onde quero chegar? (Qual o objetivo maior do seu empreendimento )

- Meu empreendimento poderá se expandir para outras praças?
 Posso entrar em novos segmentos?
- O meu publico alvo vai se alterar nos próximos 3 ou 5 anos?

Um plano de ação elaborado com objetividade, baseado em dados reais e com possibilidades concretas será seu maior aliado neste ano. Recorra a ele mensalmente e faça as comparações entre o previsto e o realizado. Confirme se as ações foram tomadas conforme o planejado e acompanhe sempre o resultado financeiro das atividades.

Lembre-se que prever o resultado permite ter o seu empreendimento sob controle e sempre servirá de orientação para o futuro ajudando na avaliação e controle, o que permitirá a revisão dos rumos e obter sucesso, certo?

Ficamos a disposição para expandir estes entendimentos e ajudá-lo sempre


*Carlos Augusto Martin Pires é empreendedor, Formado em Economia e Ciências Contábeis pela Universidade Mackenzie. É Professor de Contabilidade e Gestão de Custos e possui vasto conhecimento em Contabilidade Empresarial, Controladoria, Administração Geral e Finanças, além de ampla atuação em Recursos Humanos, Sistemas Integrados e de Tomada de Decisão. Trabalha há 27 anos como Gestor e possui grande vivência em reorganização e melhoria de processos, perseguindo os objetivos planejados e propondo ações corretivas. Detém grande experiência e habilidade para formar, liderar e treinar equipes e é especialista na análise e solução de problemas da gestão empresarial.

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